Kassandra Marr (Foto de Chico Mauro).

A vinda da ex-artista francesa de Hollywood para Foz do Iguaçu, Kassandra Marr Barbosa, no início de outubro, está voltada ao interesse nos cursos Retrossenha e Personalidade Consecutiva. “Estou mergulhando intensamente na pesquisa, vou a campo. Irei à Escócia agora e depois à Irlanda pesquisar outra vida. Estou pesquisando também a herança celta e das tribos a nível grupal, estou com enciclopédia montada de mais de 300 tribos, que pretendo disponibilizar para a Holoteca”. Em sua trajetória artística, Kassandra Marr fez dois documentários sobre Cleópatra e um sobre Marcos Antonio e Cleópatra, no Egito, um seriado da Nikita, agente de espionagem russa,  e outros filmes históricos.

Quero estudar  a retrossenha a fundo

Kassandra Marr

Após voltar ao Brasil, chegou a fazer algumas matérias e entrevistas para revistas como a Caras, mas cortou os laços com a vida artística em 2009. Em 2010, foi convidada pelo professor Waldo para vir a Foz do Iguaçu porque precisavam de uma atriz francesa. “Após meu encontro com o prof. Waldo descartei o que não era foco e estou indo para o anonimato, para o mentalsoma e a pesquisa no interior de Gramado, lugar sossegado. Quero estudar  a retrossenha a fundo”. 

Natural de Chateaudun, cidade próxima a Paris, a atriz trabalhou com a UNICEF durante 12 anos no projeto de orfanato e do corte de genitais femininos na Somália e na Índia, e da legalização da pena de morte. “Quando iniciamos o projeto a mulher engravidava, tinha o filho e, se fosse uma menina, ela a abandonava, porque não tinha valor. Isso não era punido, era costume. Demorou mais ou menos uns 7 anos para virar lei de pena de morte. Com a lei, se a mulher tentar fazer isso, será punida por meio de sanções muito graves”, esclarece Kassandra Marr.

A pesquisadora está estudando também a elencologia de Josefina de Beauharnais, primeira esposa de Napoleão, de quando foi imperatriz da família dele, chegando a aproximadamente 400 personalidades pesquisadas, com a foto, data de nascimento e de dessoma (morte física), e descrição de quem foi, em forma de dicionário. Existem outras pessoas interessadas no projeto, inclusive em publicá-lo em inglês, como a própria biblioteca nacional de Paris.

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Jornalista e graduada em letras, funcionária pública e voluntária da Comunicons e do Jornal da Cognópolis