Ao nascermos entramos em uma nova etapa de nossa existência milenar. Já nascemos e morremos diversas vezes. Trata-se de um ciclo de dessoma e ressoma chamado Serialidade, o princípio de que a consciência é multiexistencial e multimilenar, ou seja, a personalidade submete-se à serialidade de existências ou múltiplas vidas humanas em série, intercalando com períodos chamados intermissivos, ou seja, entre as vidas humanas.

Então, novo nascimento, novo corpo, novas condições e novas experiências.

O que permite nossa manifestação nesse corpo físico é o fato de termos, na verdade, outros corpos ou veículos de manifestação da consciência. Se o corpo físico é descartado na dessoma, continuamos nossa existência na multimensionalidade através de nosso Holossoma.

Holossomática é a especialidade da Conscienciologia que estuda e admite a existência do holossoma (holo + soma), ou seja, o conjunto de corpos ou veículos de manifestação da consciência formados pelo soma ou corpo físico; energossoma, o corpo das energias, também conhecido como holochacra; psicossoma ou corpo das emoções e mentalsoma, o corpo do discernimento.

Ilustração de Pedro Marcelino mostra o esquema básico do Holossoma

Na hipótese da Conscienciologia a consciência não morre. Ela continua se manifestando na multidimensionalidade através de seus corpos mesmo depois de descartar, na morte ou dessoma, seu corpo físico.

Muitas vidas, muitos corpos

O corpo físico, ou soma, é nosso veículo de manifestação nessa dimensão física. Precisa de alimento, proteção, oxigênio, etc para se manter. O corpo humano é uma máquina extremamente complexa. Aqui entra um aspecto impressionante que é a evolução das espécies. Assumimos um corpo gerado por nossos pais que têm uma estória genética. Somos uma espécie, de acordo com a ciência, da ordem dos primatas, da família dos hominídeos, do gênero Homo, da espécie homo sapiens e da subespécie homo sapiens sapiens.

Representação convencional do homo sapiens sapiens na literatura.

Mas, claro, isso não diz tudo sobre nossa estória evolutiva. Pelo fato de nascermos e morrermos dentro de um ciclo evolutivo, de aprendizado, experimentamos várias configurações de somas ou corpos. Nascemos altos, baixos, homem, mulher, de várias cores, classes econômicas, sociais e geopolítica variada.

Entram nessa conta as chamadas bioenergias que se manifestam através do energossoma (energo + soma: corpo energético formado pelo conjunto de chacras), levando em consideração as influências das energias imanentes e conscienciais muito além das percepções cerebrais registradas a partir dos sentidos físicos.

O energossoma é pouco estudado e reconhecido pela ciência. Nossos chacras têm importante função de nos dotar de mobilidade física e extrafísica. Como costumava dizer Waldo Vieira em suas tertúlias, “nossas energias conscienciais são a gazua (chave mestre) de acesso ao cosmos”. Desta forma é preciso pensar na consciência além dos sentidos conectados ao nosso soma, ou corpo físico. Temos parapercepções viabilizadas pelo energossoma que podem ampliar nossas interações com a natureza, pessoas e com lugares.

Representação do Energossoma (Fonte: IIPC)

Uma técnica excelente para se conhecer e ativar nosso energossoma é o Estado Vibracional. Promovendo a mobilização das energias através dos chacras conseguimos atingir uma frequência energética que se assemelha a uma vibração. Os chacras começam a vibrar e provocam bem estar em todos os sentidos.

Saber que temos um corpo energético sem aplicar a técnica do Estado Vibracional é como uma pessoa sadia e com perfeita mobilidade funcional que ainda não sabe andar. Ela poderia correr e saltar mas ainda não sabe e segue experimentando o mundo, sem necessidade, com dificuldade de mobilização .

Um terceiro veículo de manifestação estudado pela Holossomática é o Psicossoma. Popularmente conhecido como espírito, corpo astral, perispírito, fantasma etc, o psicossoma, ou paracorpo das emoções, faz parte deste combo que chamamos de holossoma.

Na condição de paracorpo das emoções o psicossoma guarda, também, nosso aprendizado ao longo de muitas vidas. Nossos medos, alegrias, raiva, compaixão, experiências afetivas, enfim, nossas emoções, ficam registradas no psicossoma.

Através da projeção consciente – ou projeção astral na cultura popular – podemos atuar e nos manifestar na multidimensionalidade. O corpo físico permanece em repouso enquanto o psicossoma se projeta pelo ambiente físico e extrafísico. Quanto mais lúcida ou consciente for a projeção, mais proveito tiramos da experiência. Sair do corpo com a intenção de bisbilhotar, assediar e prejudicar outras consciências não qualifica a experiência. Para a Conscienciologia o nível máximo de proveito é a interassistência.

O Mentalsoma seria, por hipótese, o paracorpo do discernimento de nossa evolução consciencial que se encaminha para o equilíbrio, a acalmia mental e a visão de conjunto de um universo que evolui com base na convivência pacífica e do primado de se “fazer o melhor para todos”.

O conhecimento de nosso holossoma é potencialmente libertador para todos nós. Livres das amarras da visão materialista fechada, do culto à matéria, percebemos nossa realidade no cosmos. Tudo se amplia e nos proporciona a libertação de ideias condicionantes da religião, da ciência materialista e da nossa manifestação em qualquer dimensão. E liberdade significa poder experimentar tudo isso por nós mesmo, buscando a interassistência e a pacificação.

Assista ao vídeo explicativo sobre o Holossoma e Aprenda +

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