Dentro da proposta de tratarmos dos elementos constitutivos do Paradigma Consciencial  temos o princípio de que a consciência é multiexistencial e multimilenar, ou seja, a personalidade submete-se à serialidade de existências ou múltiplas vidas humanas em série, intercalando com períodos chamados intermissivos, os intervalos entre as vidas humanas. A este príncipio paradigmático chamamos de Serialidade.

Entendemos que a consciência não “morre” – no sentido de ser algo definitivo, acabativo -, apenas muda de posição na morte ou dessoma: descarta o corpo físico e retorna à sua paraprocedência que é o extrafísico. Estudamos isto no post anterior que tratava da Multidimensionalidade.

A diferença aqui é que a parageografia, do ponto de vista da Conscienciologia, não se baseia em conceitos de Céu e Inferno. Essas ideias são arcaicas e derivadas de leituras religiosas milenares. Seria como aceitarmos que a Terra é plana ou adotarmos os mapas geográficos dos gregos na antiguidade. 

Este vaivém da consciência que dessoma e volta para o extrafísico lá ficando por um tempo variável; a ressoma após a intermissão assumindo novo corpo ou soma, nova condição social e geográfica, até mesmo vindo em corpo de gênero diferente de outra vida; tudo isto faz parte de um processo evolutivo que precisa desta alternância de nascer e morrer para a consciência, enfim, aprender com suas próprias experiências.

O problema desse ciclo de ressoma e dessoma é a repetição de vidas, uma mesmice patológica. Um exemplo? Uma pessoa, após nascer e renascer como politico corrupto, entra em um ciclo perverso de aperfeiçoamento de trafares – ou traços fardos, maneirismos negativos. Nesta condição a consciência entrou em uma interprisão grupocármica: o saldo de dívidas vai aumentando e, de acordo com a Lei do Retorno, a conta vai acabar, mais hora menos hora, aparecendo.

O lado positivo do ciclo multiexistencial é a chance que a consciência tem de melhorar a sua FEP – Ficha Evolutiva Pessoal – diante das inúmeras provas, desafios e condições que servem de escola nesta vida. E isso vale, claro, para o período intermissivo. No extrafísico a consciência também tem a oportunidade de mostrar sua capacidade de ser interassistencial e de aprimorar, século após século, sua condição evolutiva.

O propósito de todo e ciclo de nascimento de morte, de ressoma e dessoma, sem a intermediação da religião, nos lança diversas questões passíveis de estudo, pesquisa e discussão. Elencamos algumas delas para sua apreciação:

  • A orientação religiosa, na maioria das culturas, trabalha com esquemas de punição, expiação, arrependimento, conversão, dentre outros. Como devemos encarar nossa condição evolutiva sem tais muletas e arrimos desnecessários?
  • A Conscienciologia, por experiência de seus voluntários, admite que há equipes extrafísicas que atuam como orientadores evolutivos com uma abordagem mais universalista, científica e interassistencial. Como anda sua conexão com essas equipexes? 
  • Você já iniciou sua autopesquisa? Sabe dos seus traços força e traços fardos? Tem feito o esforço necessário de reciclagem existencial? Quais são os seus principais desafios para os próximos anos? Eles são cosmoéticos?
  • E, por fim, você já identificou as conexões grupocármicas que te dizem respeito? Reconhece em seu núcleo familiar e profissional as ligações milenares com as outras pessoas?

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Jair Rangel nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. É jornalista e doutor em Comunicação pela UFRJ. Coordena o Conselho de Intercomunicação da UNICIN. É voluntário e tenepessista da Conscienciologia desde 2015. Contato: intercomunicacao@unicin.org