Fred McFeely Rogers nasceu em 1928 e dessomou em 2003 por conta de um câncer de estômago. Considerado uma espécie de herói nacional, Rogers era apresentador de televisão, músico, produtor, roteirista e pastor presbiteriano. A beautiful day in the neighborhood (Um belo dia na vizinhança) é um filme surpreendente e sensível. Desconhecido no Brasil, Rogers influenciou gerações por décadas nos EUA. Tom Hanks está impecável no papel de Mr. Rogers e conseguiu arrancar da crítica especializada muitos elogios e prêmios por seu papel no filme.

Fred Rogers (Tom Hanks) foi o criador de Mister Rogers’ Neighborhood, um programa infantil de TV muito popular que foi ao ar nos anos 60 e permaneceu ativo por 38 anos. Em 1998, Lloyd Vogel  (Matthew Rhys), um jornalista amargo e crítico em suas matérias, aceitou escrever o perfil de Rogers para a revista Esquire.

Mister Rogers’ Neighborhood era um programa dedicado ao público infantil e, nas palavras de Rogers, tinha como objetivo ajudar as crianças a lidarem com suas emoções de um modo positivo.

Fred Rogers no set do programa Um Belo Dia na Vizinhança

De modo inesperado, durante as entrevistas para a matéria, Lloyd Vogel mudou não só sua visão em relação ao seu entrevistado como também sua visão de mundo, iniciando uma inspiradora amizade com o apresentador. 

Tom Hanks (esq.) homenageia Fred Rogers em atuação premiada.

O exemplarismo de Rogers inspirou crianças de várias gerações. Lloyd Vogel testemunha uma cena inusitada quando, em um vagão do metrô, ao perceberem a presença de Peter Rogers, todos os passageiros, jovens e adultos, cantam “Won’t You be My Neighbor?”, música tema do programa.

Em 1969 Rogers fez um quadro em seu programa junto com François Clemont onde ambos lavam os pés em uma mesma bacia. A cena foi uma mensagem de inclusão durante um período de segregação racial.

Rogers e Clemont reproduziram, em 1993, a cena de 1969

Para pensar

O ideal é assistir com atenção aos detalhes. É possível ter um olhar consciencial para com o filme e para com a própria vida de Rogers. Eis algumas questões para reflexão:

  • Fred Rogers poderia ser candidato a estar, hoje, no Curso Intermissivo? Por que?
  • Rogers era pastor presbiteriano. Líderes deste tipo de orientação religiosa têm acesso ao Curso Intermissivo?
  • Estude o perfil de Rogers do ponto de vista de seus trafores e trafares.
  • Existem elementos relacionados à desperticidade em Rogers? Quais?

Mas atenção: trata-se de um filme onde a vida de Fred Rogers foi roteirizada em um gênero cinematográfico. Apesar da equipe de Tom Hanks ter realizado extensa pesquisa sobre Fred Rogers devemos entender que não existem “verdades” absolutas no projeto. Tom Hanks recebeu vários prêmios por sua atuação. É um ator muito respeitado em Hollywood mas, de toda forma, trata-se de uma representação.

A questões lançadas acima são para nossa reflexão, um exercício. O estudo de uma personalidade consecutiva requer técnicas mais elaboradas. A Conscienciologia usa ferramentas de pesquisa de vidas em série que partem sempre do Princípio da Descrença, que nos orienta a “não acreditar em nada” e “ter nossas próprias experiências”.

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Jair Rangel nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. É jornalista e doutor em Comunicação pela UFRJ. Coordena o Conselho de Intercomunicação da UNICIN. É voluntário e tenepessista da Conscienciologia desde 2015. Contato: intercomunicacao@unicin.org