Um modelo de pesquisa voltado ao estudo técnico da consciência, considerando suas manifestações biológicas, energéticas, multidimensionais, multiexistenciais e evolutivas.
A consciência humana é investigada há séculos. Pensar, sentir, perceber a própria existência, formar ideias e reconhecer emoções são experiências que levantam uma pergunta central: a consciência se restringe às funções neurobiológicas ou existe uma individualidade que transcende o corpo físico e funcionamento cerebral?
A neurociência e a neurobiologia investigam a consciência a partir das conexões neuronais, do funcionamento cerebral e da relação entre sentidos, memória, processamento de informações e percepção da realidade. Nessa perspectiva, a consciência seria resultado da atividade do cérebro, observável por meio de estudos de lesões cerebrais, imageamento e execução de tarefas cognitivas ou motoras.
Esse modelo trouxe contribuições importantes ao entendimento das funções cerebrais, mas tende a deixar fora do escopo de pesquisa a possibilidade de manifestação da consciência independentemente da neurofisiologia cerebral.
Relatos de experiências de quase morte, projeções da consciência e ocorrências em situações extremas — como parada cardíaca, acidentes graves, afogamentos ou cirurgias — sugerem fenômenos nos quais a consciência pareceria manter associação de ideias, memória e emoções mesmo com redução intensa ou paralisação temporária das funções neuronais.
Para a Conscienciologia, essas experiências indicam a necessidade de um modelo de pesquisa mais amplo, capaz de considerar a consciência para além do corpo físico e das conexões cerebrais.
A Conscienciologia é a ciência que estuda a consciência — também chamada de ego, self, individualidade, essência, espírito, alma ou princípio inteligente — sob enfoque técnico, objetivo e experimental.
Seu diferencial é propor uma investigação que não se limite ao paradigma científico clássico, especialmente quando o objeto de estudo é não material, não físico e não mensurável diretamente por instrumentos eletrônicos. Por isso, a Conscienciologia estrutura suas pesquisas no Paradigma Consciencial.
A palavra paradigma vem do grego parádeigma e significa modelo, padrão ou referência utilizada para analisar determinado objeto. Na ciência, o paradigma define premissas, métodos, limites e formas de validação da pesquisa.
Hipóteses devem permitir procedimentos empíricos capazes de comprovar ou refutar resultados.
Resultados devem poder ser repetidos por diferentes pesquisadores, sob condições comparáveis.
O objeto é analisado em partes menores, facilitando a observação e o estudo específico.
Busca-se isolar variáveis intervenientes e criar modelos experimentais para cada hipótese.
O pesquisador observa o objeto de fora, sem ser o próprio campo principal do experimento.
Os conhecimentos obtidos de modo segmentado são organizados em teorias, princípios e métodos.
O Paradigma Consciencial aproveita premissas do paradigma clássico, mas acrescenta ajustes necessários ao estudo de um objeto não material: a consciência. A pesquisa passa a considerar a experiência direta, a autocomprovação e variáveis extrafísicas, energéticas e evolutivas.
A pesquisa é participativa. A pessoa é, ao mesmo tempo, pesquisador, objeto de estudo e laboratório consciencial — o LABCON — valorizando a autocomprovação das experiências parapsíquicas vivenciadas.
Considera que a consciência se manifesta por diferentes veículos: soma ou corpo físico, energossoma, psicossoma e mentalsoma, ampliando a compreensão da manifestação humana.
Admite a existência de dimensões além da física, nas quais a consciência também se manifesta. A experiência fora do corpo é uma das vivências utilizadas para autocomprovação dessa hipótese.
Estuda as energias que envolvem e permeiam a manifestação da consciência. Diferencia energia imanente, presente na natureza, e energia consciencial, impregnada por pensamentos, sentimentos e intenções.
Propõe que a consciência continua existindo após a dessoma e participa de ciclos sucessivos de renascimento e descarte do corpo, voltados ao autodesenvolvimento evolutivo.
É a filosofia moral da Conscienciologia, orientada pela interassistencialidade, pelo respeito a princípios universais e multidimensionais e pela evolução de todas as consciências.
Propõe uma abordagem sem sectarismo, fanatismo ou dogma. O objetivo é estudar a consciência do modo mais amplo possível, correlacionando diferentes linhas do conhecimento humano com a hipótese da origem extrafísica e da manifestação multidimensional.
A diferença principal está na abordagem do objeto de pesquisa. O paradigma clássico tende a estudar a consciência pelo ponto de vista físico e mensurável. O paradigma consciencial acrescenta aspectos extrafísicos, energéticos e multidimensionais que interfeririam na manifestação da consciência.
Toda pesquisa precisa ter finalidade. Para a Conscienciologia, a ciência deve contribuir para esclarecer dúvidas humanas, ampliar o autoconhecimento e favorecer a aceleração da evolução das consciências por meio de uma abordagem abrangente, científica e interassistencial.
Uma consciência individualíssima, um microuniverso único, com potencialidades produtivas e evolutivas.
Uma realidade complexa e indestrutível, a ser investigada antes de tudo por você mesmo.
De uma procedência extrafísica compatível com seu nível evolutivo antes da atual vida humana.
Busca evoluir por meio do conhecimento, do autodomínio e do uso lúcido dos recursos da vida material.
Retorna à procedência extrafísica após a desativação do corpo, atualizando sua trajetória evolutiva.
Não acredite em nada, nem mesmo nas informações contidas neste texto. Experimente, tenha suas vivências e chegue às suas próprias conclusões.
Esse princípio orienta a postura do pesquisador conscienciológico: substituir crença por experiência, dogma por investigação e aceitação passiva por autocomprovação.
Observe sua manifestação diária: pensamentos, emoções, reações, intenções, padrões de comportamento e qualidade das interações.
Na Conscienciologia, pensamento, sentimento e energia formam o pensene, unidade básica de manifestação da consciência.
O estudo do energossoma, também chamado holochacra, permite ampliar a percepção das energias conscienciais e imanentes.
A projeção consciente é apresentada como fenômeno autocomprobatório da multidimensionalidade, da holossomática e da multiexistencialidade.
A autopesquisa exige registro, comparação, reflexão crítica, aplicação de técnicas e debate com outros pesquisadores.
O conhecimento deve ter finalidade interassistencial, favorecendo a evolução pessoal, grupal e das consciências em geral.
O Paradigma Consciencial propõe ampliar a investigação sobre quem somos, como nos manifestamos e de que modo podemos qualificar pensamentos, sentimentos, energias e ações no cotidiano visando nossa evolução.