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Criada em 22 de Janeiro de 2005 a União das Instituições Conscienciocêntricas Internacionais (UNICIN) tem como desafio maior a integração de suas instituições e associados numa perspectiva de megafraternidade, sinergia e intercooperação. Polyana Colluci é Secretária-geral da UNICIN. Nesta entrevista ela fala sobre o seu voluntariado e as conquistas evolutivas da organização.

Polyana Colucci, secretária-geral da UNICIN.

Portal: Como você avalia o seu percurso na UNICIN desde o momento em que decidiu ser voluntária até a experiência de ser eleita secretária geral?

Polyana: Cheguei em Foz do Iguaçu vindo de São Paulo no ano de 2017. Em janeiro de 2018 procurei a professora Marina Thomaz e expliquei meu interesse em voluntariar na UNICIN. Primeiro, procurei entender tudo sobre a UNICIN e li com bastante atenção seu estatuto. No início senti interesse pela área de paradiplomacia. A partir de conversas e orientações de Marina Thomaz substitui a Izabel Conceição no administrativo. Através dessa tutoria de Marina Thomaz pude perceber que o trabalho que devia realizar era mais amplo do que aquele que realizara em minha IC de origem, ou seja, minha visão do voluntariado, da assistência e do próprio trabalho se ampliou na minha percepção. 2018 foi um ano em que aprendi muita coisa acompanhando as reuniões do Secretariado e vendo as demandas que chegavam e que demandavam o uso da paradiplomacia. Foi um momento de aprendizagem de como lidar com uma comunidade mais ampla da CCCI, buscando o sobrepairamento diante de questões difíceis.

Da esquerda para a direita: Izabel Conceição, Lauisa Barbosa, Polyana Colucci, Pedro Mena e Djalma Fonseca se preparam para mais uma reunião do Secretariado da UNICIN.

Portal: Fale um pouco mais a respeito destas lições aprendidas em seu voluntariado na UNICIN.

Polyana: São formas de agir diante de temas que exigem uma visão colegiada, mais ampla, grupal, sinérgica. A prática constante deste referencial comunitário promove a aproximação dos voluntários que, de uma certa forma, enxergavam a UNICIN como um organismo meramente burocrático, distante. Penso que este entendimento mudou. O ano de 2019, por exemplo, apresentou menos conflitividade na comunidade conscienciológica. Isto se deve ao fato de que através do entendimento mútuo, de muito diálogo e intercooperação pudemos chegar a consensos, mesmo que momentâneos, mas consensos expressivos. Isto tem um bom efeito em meio a divergências mais acaloradas.

Portal: A partir de tudo isto que você destacou aqui, qual seria, em sua opinião, o foco, objetivo, propósito, meta principal da UNICIN?

Polyana: A síntese desse propósito mais importante é o da megafraternidade vivenciada. Não é, ainda, uma experiência completa. Há muito o que fazer pela frente. Mas o processo de intercooperação promove uma espécie de “azeitamento” nas relações de todos. Penso que a comunidade ampliou sua percepção a respeito da intercooperação, da paradiplomacia e do papel político da UNICIN dentro daquilo que lhe pertence como atribuição. Precisamos destacar, também, que no momento de sua constituição e concepção em2005 o professor Waldo Vieira já antevia o crescimento do número de Instituições conscienciocêntricas e a necessidade de um organismo que aglutinasse esse desenvolvimento, mantendo a visão de conjunto da Conscienciologia. A UNICIN tem um papel convergencial. No entanto as ICs, em seu processo de crescimento, procuraram atender às suas demandas próprias e, agora, penso que nossas instituições valorizam mais o papel aglutinador da Conscienciologia. Outra frente, além da maior integração das ICs, foi o incremento, ao longo de 2019, do papel da comunicação. Esta é uma questão importante em todo o trabalho, a da comunicação.

“Penso que a comunidade ampliou sua percepção a respeito da intercooperação, da paradiplomacia e do papel político da UNICIN dentro daquilo que lhe pertence como atribuição”.

Portal: E quais seriam, em sua opinião, os desafios para a UNICIN nos próximos 15, 20 ou 30 anos?

Polyana: Precisamos desenvolver uma gestão que mostra um padrão de excelência, de referência. Se olharmos para o cenário da internet vamos encontrar muita gente – simpatizantes, dissidentes, não voluntários – cada vez mais falando de Conscienciologia e de Projeciologia. Entretanto chamo a atenção para o fato de que precisamos manter um padrão de referência no tratamento e na expansão da ciência Conscienciologia.

Portal: Ao longos destes quinze anos de atuação da UNICIN tivemos voluntários e voluntárias que ajudaram a construir a ideia de megafraternidade em suas gestões à frente do Secretariado. Quem são essas pessoas?

Polyana: Desde 2004 voluntários e voluntárias atenderam ao apelo do professor Waldo Vieira e tiveram papel importante na construção do estatuto da UNICIN. O primeiro gestor foi João Aurélio Bonassi quando toda a estrutura e mecanismos foram criados ou tiveram seu início no sentido de dar base para o crescimento da UNICIN. Não foi tarefa fácil porque 2005 foi um ano em que várias ICs foram criadas. Depois veio a gestão de Maria Izabel Conceição. Foi o momento de ajustes, ampliação e qualificação do trabalho iniciado pela gestão anterior. Na sequência assumiu o secretariado Marcelo Silva, que enfrentou alguns problemas como o da dissidência de um grande grupo da Conscienciologia que atuava na Europa e foi um momento desafiador para a UNICIN. Inclusive a partir da experiência que tivemos com o enfrentamento de uma dissidência, na gestão de Marcelo Silva cria-se a dinâmica parapsíquica da Megafraternidade, que completa cinco anos de atuação. Em seguida tivemos a gestão de Frederico Ganem se depara, em seu primeiro ano, com a dessoma de Waldo Vieira. Esse foi outro momento que abalou a comunidade, a despeito dele mesmo sinalizar algumas vezes que este momento de dessoma estava próximo, tínhamos em sua pessoa um papel de aglutinação e epicentrismo das principais questões da Conscienciologia. Nesse meio tempo um de nossos voluntários se candidatou a um cargo público na socin e Frederico Ganem se licencia do secretariado para ajudar nesta campanha eleitoral. Neste momento, em setembro de 2015, Marina Thomaz assume o secretariado. Damos, portanto, sequência a esta construção grupal da UNICIN e me considero, de certa forma, privilegiada, porque pude continuar um trabalho construído com esforço de muitos ao longo do tempo. Em suma, precisamos ajudar a comunidade conscienciológica a atingir suas metas usando as ferramentas da intercooperação visando construir cada vez mais uma megafraternidade vivenciada.

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